19dez 2014

EFA- Escola Família Agrícola de Porto Nacional realiza o IV SEMINÁRIO DA PEDAGOGIA DA ALTERNANCIA – 20 ANOS DE EFA EM PORTO NACIONAL-TO – CONQUISTAS E DESAFIOS.

 

O seminário aconteceu no dia 10 de dezembro e fez parte  da programação da 34ª Semana da Cultura e, na abertura, o diretor Ozéias Neres Cerqueira fez um apanhado desses 20 anos de história.

 

EFA- Escola Família Agrícola de Porto Nacional realiza o IV SEMINÁRIO DA PEDAGOGIA DA ALTERNANCIA – 20 ANOS DE EFA EM PORTO NACIONAL-TO - CONQUISTAS E DESAFIOS.

EFA- Escola Família Agrícola de Porto Nacional realiza o IV SEMINÁRIO DA PEDAGOGIA DA ALTERNANCIA – 20 ANOS DE EFA EM PORTO NACIONAL-TO – CONQUISTAS E DESAFIOS.

 

A Escola Família Agrícola de Porto Nacional-TO iniciou seus trabalhos em 31/01/1994 atendendo a uma turma de 6º ano (antiga 5ª série) e foi aumentado o gradativamente com conclusão da primeira turma do Ensino Fundamental II em 1997. A partir de 1999 a EFA passa a atender estudante do Ensino Médio Básico e, em 2004, o Curso Técnico em Agropecuária. Nestes 20 anos de existência a EFA atendeu ao seguinte quantitativo:

 

  • Estudantes Concluintes do 9º ano 1997 – 2014: 492
  • Estudantes Concluintes do Ensino Médio Básico – 2001 – 2010: 220
  • Curso Técnico em Agropecuária Subsequente 2003 – 2010: 150
  • Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio 2012 – 2014: 55
  • Magistério de Nível Médiopelo PRONERA(Programa Nacional de Educação nas Áreas de Reforma Agrária) – 96

 

A EFA oferta hoje:

  • Ensino Fundamental anos Finais
  • Curso Técnico Em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio;
  • Curso Técnico em Agroecologia Integrado ao Ensino Médio;
  • Ensino Médio modalidade Normal – Magistério de Nível Médio;
  • E dezenas de Cursos FIC – Formação Inicial Continuada para Agricultores Familiares;

 

A EFA atende hoje a 476 estudantes provenientes de 383 famílias oriundas de 42 municípios e 96 comunidades organizadas em 65 Associações, 3 Cooperativas e vários Sindicatos de Trabalhadores Rurais vinculados à Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do Estado do Tocantins– FETAET;

 

Neste período a EFA avançou muitos em todos os aspectos. Com relação à infraestrutura em 1994 havia 290 m² de área construída que hoje evoluiu para 5.004 m² com uma área de cerrado em torno de 27,85 ha disponível para experimentos.

 

Entidades Mantenedoras: SEDUC – Secretaria de Estado da Educação e Cultura por meio do Programa Escola Comunitária de Gestão Compartilhada e da COMSAÚDE – Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação.

 

Principais parceiros: Secretaria Estadual de Agricultura, Secretaria Estadual de Saúde, RURALTINS, Secretaria Municipal de Educação, UNITINS, UFT, INCRA, PETROBRAS, COOPTER, APA-TO, MST, MAB, FETAET, SEBRAE, BRASA, Diocese de Porto Nacional, e outras. Dentre os parceiros internacionais citamos: Grupos/ ONGs na Áustria, Itália, Alemanha, Espanha, Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.

 

Nesses 20 anos a EFA foi objeto de Reportagens da Nova Escola, TV Anhanguera, Band, TV Cultura e outros. Fez parte de uma premiação patrocinada pela Caixa Econômica Federal como um dos 50 jeitos de mudar o mundo, participou de várias Viagens de Intercâmbio estaduais, nacionais e internacionais e tem sido muito utilizada como campo de estudo/ produção de teses, TCCs, monografias, estágios e outros;

 

A EFA tem servido de suporte e prestado assessorias para várias instituições do Estado e de Prefeituras.

 

A formação inicial da equipe na Pedagogia da Alternância se deu no  Espírito Santo com Especializações Lato Censu em Minas Gerais e Goiás, Mestrado em Ciências da Educação e realiza Formação Continuada da equipe conforme estabelecido no PPP da escola.

 

A escola conta hoje com vários PROJETOS: Petrobras CJAF, CADEIAS PRODUTIVAS NA AGRICULTURA FAMILIAR, PROJETO DE PESQUISA COM A UNITINS, Mais Educação e PROEMI (junto ao MEC), PRONERA/ MDA/INCRA.

 

Os egressos da EFA estão hoje nos Serviços Públicos; Empreendimentos Próprios, Universidades, Empresas Particulares, Cooperativas, Organizações Comunitárias e outros.

 

A Instituição está organizada em nível local na Associação de Apoio, à EFA; em nível regional na AEFACOT – Associação das Escolas Famílias Agrícolas Centro Oeste Tocantins; em nível nacional na UNEFAB – União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil e, em nível internacional, na AIMFR – Associação Internacional das Escolas Famílias Agrícolas.

 

Na realização do IV Seminário da Pedagogia da Alternância os debatedores foram: o diretor da EFA Sr Ozéias Neres, o professor Erialdo Augusto Pereira – Diretor Presidente da COMSAUDE; Os vereadores Ronivon Maciel e Eduardo Manzano, este último sócio fundador e também presidente de honra da COMSAUDE.

 

Contribuíram também com depoimentos os ex-estudantes Marcos Aurélio da Silva – estudante de Agronomia da Universidade Católica do Tocantins; Luziane Miranda – Licenciada em Biologia pela UFT e servidora concursada como fiscal agropecuária da ADAPEC; Ailton Gonçalves – graduado em Pedagogia da Terra pela Universidade do Parará e atual coordenador de Educação do Campo da Secretaria Municipal de Porto Nacional.

 

Representando os pais, Ana Maria Rodrigues Lopes – mãe de cinco ex-estudantes e o Sr Natal Maciel. O seminário contou também com a contribuição do Prof. Doutor José Pedro Cabrera – UFT, Cirineu da Rocha – representante do MAB – TO (Movimento dos Atingidos por Barragens), Profª  Kris Meirhaeyhe – Universidade Católica de Leuven – Bélgica e do estudante concluinte Fabrício Gama, representando o Sr. Pedro Gusmão Martins, presidente da Associação de Associação de Apoio à EFA.

 

Na plateia, além da comunidade escolar, visitantes e convidados contou-se com as presenças de Martin Fuchs e Eva Rinner, ambos membros do Grupo de Solidariedade da cidade de Gratz – Áustria, também colaboradores da EFA e, ainda, da jovem Julie – estagiária do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Católica de Leuven- Bélgica.

 

Postos os avanços, o seminário elencou como alguns dos principais desafios:

  1. Inovação da Pedagogia da Alternância e implantação de novos cursos;
  2.  Manutenção das estruturas da EFA e da proposta pedagógica com foco na questão agroecológica e valorização da Economia Solidária;
  3.  Defesa e organização dos agricultores familiares para que participem da comercialização junto às organizações governamentais (compra direta, merenda escolar, etc.);
  4.  Trabalhar a gestão da propriedade com foco nas mulheres e jovens;
  5.  Lutar pela criação de leis que assegurem a continuidade dessa  proposta pedagógica;
  6.  Lutar pela alfabetização e letramento dos estudantes que ingressam na EFA a fim de melhorar os índices nas avaliações externas;
  7.  Lutar pelo resgate e valorização da cultura camponesa com criação de espaços de lazer saudável para a juventude, entre outros.

 

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